Porto, 25 de Março de 2017

RELATÓRIO DO ANO DE 2016

A ASSOCIAÇÃO ÁFRICA SOLIDARIEDADE (ONGD), com projectos junto de africanos de países de expressão portuguesa ou junto das suas instituições, está grata ao Instituto Camões (IC), à UCP/Porto, à Fundação Eng.°. António de Almeida; à Paróquia de Cedofeita (Porto), aos Cônsules dos PALOP'S, no Porto; aos Mecenas e Associados, que têm compartilhado nos objectivos estatutários de utilidade para aqueles que a procuram.

1. A Direcção reuniu, normalmente, uma vez por mês, sempre com entusiasmo na prossecução dos seus fins.

2. Continua, a apoiar estudantes africanos que fazem os seus estudos em Portugal, para a sua preparação no regresso aos respectivos países, pois sabe quanto é fundamental a Educação e Formação de jovens na estruturação de um país; e também tem continuado a dar apoio a estudantes africanos nos seus próprios países, em colaboração com as Instituições locais.

3. Deste modo, pode enumerar os seguintes apoios para estudantes:
3.1. Itum Darandin Monteiro da Costa da Guiné/Bissau, 3.° ano em Economia (FEP/PORTO);
3.2. Carlos Pereira Afonso de S. Tomé e Príncipe, 2.° ano do Curso de Ciências Económicas e Gestão de Empresas (ULSTP);
3.3. Odair Costa, a frequentar o 2.° Ano de Relações Internacionais, na Universidade Lusíada (ULSTP):
3.4. António Carlos, a frequentar o 3.° ano de Biologia na Universidade de S. Tomé;
3.5. António de Carvalho Escrivanes, de STP (3.° ano de Arquitetura - FAP/Porto);
3.6. Ana Idríssia Gomes Varela, natural da Ilha de Santiago (Cabo Verde), o 3.° ano de Direito na U. Portucalense;
3.7. Ariana Fátima Cabral Livramento, natural da Ribeira Brava/Caleijão, Cabo Verde, frequenta (em 2014/2015) o 2° ano de Neurofisiologia, na Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto;
3.8. Max Júlio Abudate Cipriano, bolseiro do Niassa vai estudar Contabilidade e Auditoria em Lichinga, na única Faculdade da UCM existente naquela cidade (Universidade Católica).

4. Reiteramos que foi elaborado um projecto para instalação de um laboratório e Banco de Sangue para o Hospital Rural do Songo (Cahora-Bassa), a seu tempo apresentado ao Instituto Camões, mas, apesar de aprovado, continua sem ser financiado por falta de verbas, embora seja considerado elegível. Reitera-se que, não obstante, aquele Instituto enviou uma técnica ao Songo, que foi avaliar a execução de anterior projecto para o mesmo HRS, já financiado, a da Enfermaria de Pediatria; a mesma técnica apresentou também relatório à Fundação Calouste Gulbenkian, uma vez que esta tinha também doado material ao HRS. A AAS, com apoios recebidos à base da Lei do Mecenato, diligenciou em especial apoiar as consequências da grande tragédia de Tete, resultante de uma grande explosão der um camião cisterna, causadora de muitas mortes e feridos. 5. Para seu financiamento directo e indirecto a AAS contou com os apoios de: F. Calouste Gulbenkian, Paróquia de Cedofeita, e com a generosidade da Fundação Eng.° António de Almeida, além ainda de outros "apoios locais", Mecenato e dádivas de amigos, completados pelas quotizações.

Fazemos hoje um resumo das atividades desenvolvidas

1Como Agente de Desenvolvimento

1.1 Bolseiros
Durante o ano de 2015 apoiámos 9 bolseiros: duas estudantes de Cabo Verde que estudam no Porto; dois jovens universitários da Guiné Bissau que estudam no Porto; um estudante de Moçambique que terminou Direito na Faculdade de Direito da Universidade Católica em Nampula, Moçambique e quatro estudantes de S. Tomé, um dos quais estuda no Porto e os outros no seu país natal.
Uma vez que o estudante de Moçambique terminou a licenciatura em Direito aceitámos como bolseiro um outro jovem, também órfão de pai e mãe que iniciou em Lichinga o curso de Contabilidade e Auditoria, na única faculdade  da Universidade Católica ali existente, o Maxi Júlio Abudate Cipriano, continuando a apoiar os que, em Portugal ou nos seus próprios países, continuam os respectivos cursos, pelo que mantemos os mesmos 9 Bolseiros.

1.2 Mantém o interesse em colaborar na Recuperação do Hospital Rural do Songo em Moçambique para o qual tem contribuído com equipamentos e material consumível e apresentou, no corrente mês de Junho, e pelo quarto ano consecutivo candidatura ao I. Camões para Fornecimento e Instalação de Laboratório de Análises Clínicas e Banco de Sangue

1.2 Mantém o interesse em Colaborar com a Paróquia de Santana em S. Tomé e Príncipe na criação de um Centro de Formação e Acolhimento para crianças e jovens na Roça de Montenbelo.

2 No que respeita à interculturalidade

2.1-Levou a cabo em 20 de janeiro de 2015,na Casa das Artes no Porto um  encontro intitulado: “África-Portugal, uma relação com futuro”, com as exposições magníficas do Embaixador Engenheiro Eugénio Anacoreta Correia e o Professor Doutor Salvato Trigo e com animação musical de um dueto que interpretou mornas de Cabo Verde;

2.2 A 30 de Janeiro de 2016 a AAS promoveu um “Concerto Solidário”, uma “gala de angariação de fundos”, animada pelo Orfeão Universitário do Porto e com o alto patrocínio da Fundação Engenheiro António de Almeida

A actividade da Associação África Solidariedade em 2014 decorreu com a esperada normalidade, com o permanente empenho no acompanhamento dos bolseiros por nós ajudados. Isto, ligado às restantes preocupações habituais em associações congéneres, como a do estrito controlo das verbas disponíveis e da “ginástica” para manter os apoios existentes, com a possível angariação de outros patrocinadores para as nossas iniciativas.
Neste contexto de regularidade, também se realizaram, em 15 de Março, duas reuniões da Assembleia Geral.  
A primeira destinou-se à apreciação e votação do Relatório e Contas de 2013, o qual foi normalmente aprovado.
A finalidade da segunda sessão, que se realizou logo após a primeira, era a eleição dos Órgãos Sociais para o triénio 2014-2016. 
Foi assim eleita por unanimidade a única lista concorrente, constituída quase por completo pelos componentes da actual, a que se juntaram os novos nomes da Profª Doutora Elvira Mea, do Embaixador Eugénio Anachoreta Correia e do Eng. Filipe Pereira Moçambique, de naturalidade moçambicana e mestrando em Engenharia.
De assinalar que ambas as sessões foram presididas pelo Vice-Presidente da Assembleia Geral, Cónego Orlando Mota e Costa, em virtude da ausência, por doença, do Presidente, Prof. Eng. João Lopes Porto.
Infelizmente, o Prof. João Porto viria a falecer em Abril. 
A sua morte foi muito sentida, conforme foi realçado na posterior reunião da Direcção, efectuada depois do seu falecimento. 
De facto, a falta duma personalidade tão séria, tão boa, tão responsável, tão metódica e dedicada não é fácil de preencher.

A nossa Associação possui reduzida dimensão. É fundamental, portanto, o empenho de todos os associados nas actividades que se vão programando, assim como na cativação de novos aderentes e na procura de outras formas de financiamento para além das que têm sido utilizadas.
Existe um razoável número de bolseiros – embora necessariamente pequeno – que depende da nossa ajuda para prosseguimento dos seus estudos nas mais diversas áreas. E os projectos em que temos participado têm-se revelado muito importantes para as populações servidas, como a intervenção no Hospital Rural do Songo, em Moçambique, que pode considerar-se um paradigmático caso de sucesso.
Neste momento está em estudo a cooperação com a paróquia de Santana, em S. Tomé e Príncipe, para concretização dum completo e ambicioso projecto, mas inteiramente exequível e muito urgente para as populações a atingir. 
Trata-se da construção e acompanhamento operacional do “Centro Comunitário Monte Belo”, destinado a “reforçar a capacidade institucional da população local, através do apoio aos pais trabalhadores agrícolas na educação dos filhos, pela formação e aquisição de competências por parte da população mais jovem, e da preservação dos valores culturais locais de tradição oral retidos pelos mais idosos”.
Como se vê, é um projecto claramente ambicioso. E talvez o seja, também, por ser completo e não ficar pelo meio.
Não têm sido fáceis as diligências que se vão efectuando mas, com novos apoios que se prevejam, pensamos que acabará por se levar a bom termo esta fundamental iniciativa.
De facto, considera-se imprescindível não apenas promover as necessárias instalações materiais, mas também programar e maximizar, metódica e paulatinamente, a sua utilização e manutenção por meio da adequada monitorização: não esquecendo nunca, além dos necessários aspectos materiais, as vertentes cultural, civilizacional, espiritual e de solidariedade e cidadania.

Das iniciativas extraordinárias havidas durante este ano, salienta-se a participação de grande número de sócios no sarau / confraternização – uma “Noite de Fado” – efectuado em 28 de Junho no Salão da Paróquia de Nossa Senhora da Boavista anexo à sua Igreja, de parceria com a própria paróquia e o grupo de apoio a Timor, lá constituído.
Com a sala repleta de muita e entusiástica gente de todas as idades, confraternizou-se, ouviu-se com muito agrado cantar o fado por vários intérpretes, tanto de Lisboa como de Coimbra. E, até de madrugada, foram-se petiscando uns doces e uns salgadinhos.
Tudo isto, com o objectivo, conseguido, de angariação de fundos para as actividades do Grupo de apoio a Timor e da Associação África Solidariedade.

Com vontade e esforços renovados, esperamos conseguir melhores resultados para o ano de 2015, que já aí está a bater-nos à porta.
   Porto, 9 de Outubro de 2014

Sede AAS: Rua Aníbal Cunha, 193 (Igreja de Cedofeita) 4050-049 PORTO Tel.: 226 022 075 Fax: 222 086 926

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